Sucesso Profissional

As experiências traumáticas pelas quais passei ensinaram-me que, nós crescemos idealizando nossas vidas de forma equivocada. Ensinaram-nos que a realização do ser humano resume-se ao sucesso profissional e consequentemente às conquistas financeiras. Quando na realidade, a vida moldada na visão materialista preconiza apenas a felicidade centrada no ter. Nesse sentido, cabe avaliar que alguns acontecimentos, aparentemente “terríveis” e “cruéis”, podem na verdade representar um processo de transformação profunda que nos desperta a consciência para um novo olhar sobre o que realmente é importante para vivermos felizes.

Eu nasci sem as mínimas condições necessárias no que se refere à estruturação material que poderia ser dada pelos pais, por isso precisava criar as minhas próprias oportunidades. Dessa forma determinei em minha vida que venceria por meio dos estudos. Internalizei em minha mente que queria ser alguém na vida. Principalmente para provar que eu era capaz de vencer numa sociedade desigual e poder ajudar minha família. Abro um parêntese para refletir sobre a expressão “ser alguém na vida”, pois considero um discurso estereotipado que nos dá a exata dimensão da tortura psicológica que sofremos desde a infância. É uma cobrança que impõe o nosso enquadramento nas exigências pré-estabelecidas pela sociedade, ou seja, você tem que ter um excelente emprego, ter status, ser bonito, rico, magro e perfeito em todos os sentidos, caso contrário é marginalizado pela sociedade. Geralmente atrelamos essa expressão às conquistas materiais, pois nos dá uma boa colocação social. Porém, lhes convido a pensar comigo: será que estamos no caminho da felicidade com esse parâmetro tão reducionista sobre ser alguém? Esse pensamento vigente traz martírio a todos que estão começando a vida adulta, pois representa uma cobrança emocional muito pesada, centrada apenas no ter para a conquista do sucesso, negligenciando o ser. Fato que comprovadamente não é verídico, pois vemos muitos casos de pessoas ricas e/ou famosas que não são felizes.

Nesse aspecto gosto de refletir sobre os ensinamentos do psicólogo e palestrante Rossandro Klinjey, este, nos diz que temos muitas limitações, mas não devemos buscar ser melhores somente para superar nossas limitações,  invés disso, devemos usá-la como ponto de partida para as mudanças que queremos em nós, ou seja, a vitória relaciona-se mais com o que sentimos do que ao que conquistamos. Em Eu escolho ser Feliz o autor assevera que a vida é cheia de altos e baixos e quando passamos por dias ruins, nossa autoestima fica totalmente abalada. Em minha opinião, esse conceito aborda uma análise emocional complexa, porém imprescindível para desenvolvermos o nosso crescimento pessoal e profissional, sem perdermos a nossa essência.

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